Até 2019, o Evolution Championship Series parecia indestrutível. Crescia ano após ano, quebrava recordes de inscritos e funcionava como um termômetro global da comunidade de jogos de luta.
Então veio 2020, e ele trouxe dois golpes quase fatais.
O primeiro foi global: a pandemia de COVID-19. O EVO 2020, marcado para acontecer entre 31 de julho e 2 de agosto, em Las Vegas, foi oficialmente cancelado como evento presencial. No lugar, a organização anunciou uma versão totalmente online, distribuída entre 4 de julho e 2 de agosto, tentando manter o espírito competitivo vivo em tempos de isolamento.
O segundo golpe foi interno. E devastador.
No início de julho, acusações graves de má conduta sexual envolvendo Joey Cuellar, então CEO do evento, vieram a público. A resposta foi rápida: Cuellar foi afastado em 2 de julho de 2020, e Tony Cannon, um dos fundadores históricos do EVO, assumiu interinamente.
Mas o estrago já estava feito.
O efeito dominó: quando o EVO ficou sem jogos
Em poucos dias, algumas das principais publishers do cenário competitivo anunciaram a retirada de seus jogos do EVO Online 2020. Entre elas:
Sem jogos, não há torneio.
Pouco depois, a diretoria tomou a decisão mais dura de sua história: cancelar completamente o EVO 2020, devolver as inscrições e doar os fundos restantes para o Projeto HOPE, organização humanitária internacional.
Pela primeira vez desde 1996, o maior palco dos jogos de luta do mundo simplesmente… não aconteceu.
Para muitos veteranos da comunidade, aquele foi o momento em que o EVO deixou de ser apenas um torneio e passou a ser visto como uma instituição vulnerável, humana, falha, mas ainda necessária.
