Quando conversamos pela primeira vez com Gus Saint, o foco estava na importância de narrativa e ambientação dentro do Mugen, um aspecto que, segundo ele, ainda recebe pouca atenção da comunidade.
Algum tempo depois, o cenário mudou. Não apenas tecnicamente, com a consolidação do Ikemen GO como alternativa mais robusta, mas também no escopo dos projetos. Gus passou a investir em experiências mais autorais, com histórias próprias, cutscenes e universos expandidos que vão além do tradicional “versus”.
Nesta nova entrevista, ele fala sobre essa virada, os aprendizados no Ikemen GO, limitações da engine e os projetos que estão moldando sua fase atual como creator.
Entrevista
Quando conversamos pela primeira vez com Gus Saint, o foco estava na importância de narrativa e ambientação dentro do Mugen, um aspecto que, segundo ele, ainda recebe pouca atenção da comunidade.
Algum tempo depois, o cenário mudou. Não apenas tecnicamente, com a consolidação do Ikemen GO como alternativa mais robusta, mas também no escopo dos projetos. Gus passou a investir em experiências mais autorais, com histórias próprias, cutscenes e universos expandidos que vão além do tradicional “versus”.

Nesta nova entrevista, ele fala sobre essa virada, os aprendizados no Ikemen GO, limitações da engine e os projetos que estão moldando sua fase atual como creator.
Desde a nossa primeira entrevista, o que mudou nos seus trabalhos?
Eu iniciei um projeto pessoal chamado Capcom vs SNK Apocalypse Multiverse, utilizando o Ikemen GO. Com isso, dá para fazer modo história com cutscenes no meio do modo arcade.
Além disso, encomendei chars no padrão POTS do meu amigo GoldEx, que é um excelente programador, e também do meu camarada ZMUGENS. Juntos, lançamos muitos chars inéditos.
Em parceria com GoldEx, Destroyal e Akito, também lançamos um remake da personagem Demetra, uma edit feminina do Original Zero que era considerada lost media.
Você definitivamente migrou de vez para o Ikemen GO?
Definitivamente. A quantidade de recursos é muito maior, principalmente pela possibilidade de criar modos de história próprios e individuais para cada personagem. Também dá para fazer interação com stages únicos, sem precisar mexer diretamente nos chars, o que abre muitas possibilidades criativas.
O Ikemen GO ainda está longe de ser perfeito. Que funcionalidade você gostaria de ver no futuro?
Se comparado ao Mugen, ele já é muito mais avançado, principalmente porque o suporte do Ikemen é contínuo.
O que eu gostaria mesmo é que fosse mais leve, que não consumisse tanta memória RAM. Esse ainda é um ponto que pesa bastante.
E quais são os próximos projetos que você tem em mente?
Tenho dois projetos paralelos em andamento:
O primeiro é Across The Destiny: Aftermatch, onde a protagonista Anne Scott, personagem criada pelo meu amigo GoldEx , enfrenta uma ameaça vinda do Makai, governada por Maou, um ninja original de Mortal Kombat criado através de votação na aba comunidade do meu YouTube.
O segundo projeto é The King of Fighters ARC. Nele, uma organização remanescente do cartel da NESTS, chamada ARC e presidida por Demetra Volkova (pupila do Original Zero), quer iniciar um novo torneio KOF como forma de vingança contra o time que derrotou o Original Zero e derrubou o cartel.
Os que os fãs podem esperar?
No momento, esses são os projetos principais. Em breve vou divulgar mais imagens e novidades sobre eles.


